Superstore: Uma loja fora do normal

“Tomorrow is gonna be just like today, and I know that because today is just like yesterday.” – Superstore, Amy

Ainda na onda das recomendações e posso dizer que esta série teve um bocado de culpa por não dar notícias há algum tempo, é altura de vos falar na comédia Superstore que conta o dia a dia da loja Cloud 9 mas da perspectiva dos empregados.

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Para já, Superstore mostra um lado do retalho que só sabe o que é quem já trabalhou nisso. É interessante como eles lidam com as tarefas da loja, como são no backstage e como é que os diversos trabalhadores com etnias e orientações sexuais diferentes, assim como cada um com a sua personalidade, lidam uns com os outros e lidam com as situações de crise (que são mais do que é suposto). Também há quem diga que esta série é a sucessora de The Office por diversas razões, seja pelo tipo de elenco, piadas, comentários e até mesmo o tipo de humor, que não é para todos, é parecido. Ah e sem esquecer que ambas têm Justin Spitzer como produtor.

Apresentando um pouco as personagens:

  • Amy Dubanowski (America Ferrera): Em 2006, eu era uma das pessoas que acompanhava a America Ferrera no papel de Betty Suarez em Ugly Betty. Em Superstore representa Amy, uma das colaboradoras mais antigas da Cloud 9 (há 10 anos), que se casou quando era muito nova após ter engravidado. Ela tem uma característica interessante: nunca dá o seu nome verdadeiro no crachá de empregada porque não gosta que estranhos usem o nome dela como se fossem amigos dela (este é um pormenor que nunca falha ao longo das duas temporadas).

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  • Glenn Sturgis (Mark McKinney): Esta personagem é daquelas que pensar ao início “Que pessoa mais estranha” e depois ele tem uma dose excessiva de positivismo para além de ser super religioso. Mas quando o conhecemos bem, é das pessoas mais inocentes (completamente…) e com o maior coração porque só quer o melhor para os empregados. O choque que ele tem com a sub gerente, Dina, é também algo super engraçado devido aos diferentes feitios.

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  • Dina Fox (Lauren Ash): Dina é a sub gerente mas às vezes parece que ela se acha mais a segurança do que outra coisa. Está sempre à caça de ladrões ou desconfiada dos empregados. Não se dá muito bem com as pessoas, só com os seus inúmeros pássaros de estimação. Contudo, é uma personagem muito forte devido à personalidade que ela tem. E não a subestimem: ela arrasa a fazer contacto visual.

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  • Jonah (Ben Feldman): É o empregado contratado no primeiro episódio, que não começa com o pé direito com Amy. É conhecido por falar demais e de coisas que ninguém entende. Também geralmente é o que no meio da crise diz que vai ficar tudo bem e que acredita que trabalhar também pode envolver diversão, então maior parte das “asneiras” que são feitas dentro daquela loja têm a mão de Jonah. Escusado será também dizer que a relação entre ele e Amy fica melhor…

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  • Mateo (Nico Santos): Contratado ao mesmo tempo que Jonah, Mateo para além de ser gay assumido, é super competitivo. É filipino mas descobre que está ilegal no país. Um dos principais romances da série é dele com um superior seu. As suas expressões e a maneira como lida com as adversidades, fazem dele uma personagem essencial.

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  • Garrett (Colton Dunn): Para Garrett, trabalhar na Cloud 9 não é um sonho. Ele dá os anúncios da loja principalmente, tirando as partes em que não está a pregar partidas aos outros empregados. É o único empregado paraplégico mas isso não o impede de alinhar nas “asneiras” com Jonah. E tenho de confessar que se alguém desse no meio da loja os anúncios que ele dá, desmanchava-me a rir ali mesmo.

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  • Cheyenne (Nichole Bloom): É a empregada mais nova da loja, apenas com 17 anos e que está grávida e noiva de um “aspirante” a rapper que consegue ser mais estranho que Glenn. Está sempre pronta para a fofoca sobre os empregados, especialmente com Mateo, e apesar de não ser muito dada à inteligência, é boa rapariga. Curiosamente, já a conhecia e não reparei. Fãs de Shameless, lembram-se da Amanda, a namorada maluca do Liam? That’s right, é ela. Tenho de dizer que, comparando as duas personagens, a Nichole está espectacular em Superstore.

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Estes não são os únicos personagens que compõem o elenco: também Sandra, que é havaiana e que tem memória eidética, Carol, Brett, Myrtle (a empregada mais velha da loja mas com um espírito livre), o farmacêutico que acha que é um arrasa corações, entre outros que fazem o dia a dia na Cloud 9 mais divertido e inesperado.

 

Uma das características da série é marcar de certa forma alguns eventos com episódios temáticos. Em duas temporadas tiveram o Halloween, em que todos andaram mascarados pela loja; Election Day, na altura das votações para o Presidente dos EUA; tiveram também um dia inspirado nos Jogos Olímpicos que passou durante os mesmos no Rio de Janeiro; e tiveram um episódio que marca um dos dias mais importantes para o retalho que é, nada mais, nada menos, que a Black Friday (que foi o meu episódio favorito até agora).

É como vos digo, tenham eles o dia mais azarado de sempre ou o mais estranho, ninguém é esquecido na loja e todos fazem com que soltemos uma gargalhada, seja das figuras que eles fazem ou até mesmo das reacções que têm. Quando chega ao fim do dia na loja, todos vão para casa com a certeza de que no dia seguinte não vem um dia normal, mas que eles vão lidar com o inesperado que, isso sim, é normal no mundo do retalho.

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Podia-vos dar ainda mais razões para verem Superstore mas acho que maior parte delas iam virar spoilers por isso, se eram fãs de The Office, ou se gostam apenas de uma comédia, vejam esta série e vão ver que não se arrependem!

Rating: 8/10

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Unbreakable Kimmy Schmidt: À descoberta de uma realidade diferente

Num dos meus primeiros posts referi que se me recomendassem uma série de comédia em que cada episódio tivesse 20 minutos, eu via. Pois bem, surgiu realmente uma recomendação por parte de uma amiga minha para ver Unbreakable Kimmy Schmidt (tem 30 minutos mas dá na mesma). Podia fazer-vos uma análise do que é a série mas vou apenas dedicar-me a dar-vos 10 razões (+1 de bónus) pelas quais deviam ver esta série.

AS DEZ (+1) RAZÕES PARA VEREM UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT:

1 – É uma série criada e produzida por Tina Fey e Robert Carlock.

Depois da série 30 Rock, surge a nova aventura “Unbreakable Kimmy Schimdt“. Tina Fey para além de argumentista, produtora e criadora da série, também aparece com alguns papéis durante a série e sendo ela uma grande actriz de comédia, é sempre fantástico vê-la nos ecrãs! Ao início não engraçava muito com ela mas agora posso dizer que a adoro!

2 –  A storyline é completamente diferente de muitas séries de comédia que andam por aí

Portanto, a série é sobre Kimmy Schmidt, uma das quatro raparigas que foram raptadas pelo reverendo Richard Wayne Gary Wayne para participarem num culto apocalíptico e passaram 15 anos num bunker. O engraçado desta série é perceber como é que Gretchen, Cyndee (adolescentes na altura) e Donna Maria, lidam com o novo mundo que estava por cima das cabeças delas e que foi mudando enquanto elas não tinham nada no bunker.

Para além disto, tem piadas muito inteligentes e que conseguem estar a par e passo com os acontecimentos mundiais. E os flashbacks do bunker são qualquer coisa!

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3 – A abertura da série (genérico) é simplesmente viciante! Juro que canto tudo sempre que o oiço.

É IMPOSSÍVEL não ficar com o genérico na cabeça. “Unbreakable. They’re alive, damn it. It’s a miracle. These female are strong as hell. This is gonna be a… you know, a… fascinating transition! Damn it!”

Se quiserem perceber de onde vem o genérico, vejam o comediante Mike Britt a passar-se por Walter Bankston, que é basicamente um senhor que mora perto do bunker mas que nunca ouviu nem viu nada:

E claro, vejam a abertura da série para ficarem rendidos!

4 – A Kimmy é simplesmente adorável – e não tem noção nenhuma do que se passa à volta dela.

Ora bem, ela foi raptada muito nova e em 15 anos muita coisa muda. Por isso, quando Kimmy sai do bunker, conhece uma nova realidade com telemóveis, máquinas automáticas, entre outras tecnologias que Kimmy desconhecia. E é muito engraçado ver como é que ela lida com essa informação toda, ainda mantendo um pouco da criança que tem em si, visto que tinha de puxar pela imaginação para não se aborrecer debaixo da terra.

Acho que a escolha da Ellie Kemper para esta personagem foi super bem escolhida. Aliás, numa entrevista, Tina Fey disse mesmo que mal escolheu Ellie para este papel, tiveram que se sentar para pensar numa história que se pudesse ligar mais a ela.

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5 – Para quem não via 30 Rock como eu, que descoberta maravilhosa foi Titus Burgess!

Se a série é mais musical, é devido à personagem de Titus Andromedon, gay e que quer ser cantor profissional. Na vida real, Titus Burgess é uma estrela da Broadway e fazia aparições em 30 Rock. Sem dúvida que ele acrescenta muita piada à série com as suas expressões, reacções às coisas, frases… basta ser ele mesmo. Ele até fez a sua própria versão do Rei Leão! Como não gostar??

6 – Jane Krakowski. 

Já esteve em séries como Ally McBeal, 30 Rock, já participou no filme Pixels e como não podia deixar de ser, agora era a vez de UKS! Interpreta o papel de uma mulher rica mas proveniente de uma família de índios que contrata Kimmy para ser a ama de Buckley, o seu filho, e de Xanthippe, a sua enteada, mas a verdade é que Kimmy acaba por ser muito mais. Mais uma actriz nesta série com uma personalidade incrível!

7 – O concurso de argumentos que existe entre Xanthippe e Kimmy é simplesmente confuso mas maravilhoso

Em primeiro lugar, só vão aprender a pronunciar Xanthippe quando começarem a ver a série. Em segundo lugar, as birras de Xan e as respostas completamente non-sense de Kimmy são completamente maravilhosas. Deixo-vos aqui um exemplo:

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8 – Jon Hamm faz de reverendo. Queriam melhor?

Depois do êxito de Mad Men, onde interpretou a personagem de Don Draper, agora interpreta o Reverendo Richard Wayne Gary Wayne que raptou Kimmy e as três amigas e as manteve no bunker durante 15 anos. É certo que ele não aparece muito a não ser em flashbacks dos anos no bunker mas quando aparece, não dá para não rir ou pelo menos… babar!

9 – Os nicknames do Titus para a Kimmy

Desde Kimbecile, a Amelia Bedelia até Kimbert, há espaço sempre para um nickname de Titus para Kimmy. Kimstagram, White Weirdo… Há tantos! Dava-me jeito e adorava ter essa criatividade toda para arranjar alcunhas tão criativas.

10 – A senhoria de Kimmy e Titus, Lillian!

Carol Kane está, a meu ver, maravilhosa neste papel! Interpreta a senhoria (louca) de Titus e Kimmy mas gosta tanto deles que os chama de “Meu Titus” e a “minha doce menina”. É contra a mudança do bairro dela e as revoltas dela são do melhor que há! É preguiçosa como Titus mas se precisarem da ajuda dela, especialmente se envolver dinheiro, ela está pronta!

11 – A série consegue ser absurda o que faz dela também hilariante. 

Sobre a 10ª razão não me vou pronunciar mas para se rirem ou perceberem (porque vão ficar super curiosos!) os gifs e imagens que vou meter, vão ter de ver a série!!

American Gods – O confronto dos deuses antigos e novos

Agora que arranjei um bocado de tempo, decidi meter as minhas séries em dia e começar uma série nova (como se não chegassem as que já vejo). Ainda não sei bem como processar o que acabei de ver, na realidade, mas adiante.

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Acabei de ver o primeiro episódio da série American Gods e apesar de ser uma hora de episódio, acabou por ser um bocado Game of Thrones no sentido em que não me cansou ver. Esta série é realizada por Bryan Fuller e Michael Green e é inspirada no livro com o mesmo nome escrito por Neil Gaiman e publicado em 2001.

A série conta a história de Shadow Moon (Ricky Whittle), condenado a três anos de prisão por agressão e a dias de ser libertado, acontece o inesperado. A sua mulher morre e ele é libertado mais cedo. Na sua viagem de avião, conhece um homem chamado Wednesday, ou pelo menos é assim que ele diz que se chama, que lhe oferece um trabalho e que parece saber tudo sobre ele.

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O trabalho oferecido a Shadow é basicamente ser “segurança” de Wednesday. Mas depressa percebemos que Wednesday não é um homem qualquer, que tem algo de peculiar… Como a série se chama American Gods, vou só arriscar que ele é um Deus – já sei a verdadeira identidade dele mas não vos vou spoilar.

Com algum sangue à mistura e alguma “porrada” (se é que posso dizer assim), com conversas de deuses antigos e deuses novos  (muito ao estilo de GOT), quero acreditar que esta série me vai viciar num instante e que promete. Houve ainda uma cena que me deixou um bocado… perplexa. Posso dizer que envolve uma deusa, um homem e uma cama – toda a gente sabe o que é mas deixo o resto para vocês verem!

Posso dizer que já estava curiosa com esta série especialmente por causa do Ricky Whittle, porque já o adorava na série The 100 onde representava Lincoln, e por causa de Ian McShane (já o viram em Pirates of the Caribbean, John Wick, etc). Mas não vos vou mentir… é uma série muito bizarra.

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Recentemente,  foi renovada para a segunda temporada e agora só me resta adicioná-la a lista e ver até onde é que vão puxar a audiência com drama, violência e sexo sem serem comparados a Game of Thrones.

As séries que me ocupam as horas livres – Parte 2

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Voilá, a lista de séries preferidas continua! Prometo que não há uma parte 3 (yeeeeeet!).

1- Modern Family

A melhor maneira de descrever Modern Family acho que já foi feita pelo Cameron na série e neste segundo gif que aqui coloquei: “There are dreamers and there are realists in this world. You’d think the dreamers would find the dreamers, and the realists would find the realists, but more often than not, the opposite is true. See, the dreamers need the realists to keep them from soaring too close to the sun.  And the realists? Well, without the dreamers, they might not ever get off the ground.”.

São realmente uma família muito moderna e extremamente divertida. Cada um tem a sua personalidade que por vezes choca, mas que faz com que eles se complementem tão bem. Phil é o sonhador e Claire é mais racional e os seus três filhos são todos diferentes uns dos outros – Haley é a rapariga popular, Alex é a “nerd” e Luke é quem anda sempre com a cabeça na lua, por assim dizer. Mitchell é racional como a irmã Claire mas o seu marido, Cameron, é o que se pode chamar de uma pessoa excêntrica e a sua filha Lily puxa um bocado dos dois. Já Jay, pai de Claire e Mitchell, é o carracundo mas coração mole, casado com a columbiana Gloria que é a pessoa mais expressiva da série (quando ela se passa então…) e que tem o filho Manny que é o rapaz intelectual mas inseguro. E não me digam que não se identificam nem um bocadinho com eles!

Juntos fazem com que a animação seja garantida, mesmo em situações capazes de acontecer a qualquer um de nós que podem ser bastante…embaraçosas. Foi a primeira vez que tive uma série a meter-me a rir durante uma meia hora seguida sem parar. E são 20 minutos por episódio que parecem 45 minutos mas que passam num instante e deixam a querer mais!

2- The Walking Dead

Assim como nunca esperei ver The Originals (pelas razões que expliquei no meu artigo anterior – Parte 1), esta é mais uma daquelas séries que eu nunca quis ver porque detesto zombies, acho mesmo que eles não servem rigorosamente para nada. Zombies para mim são como aquelas pessoas que vão no meio do passeio a andar mais devagar do que um caracol e não consegues passar por elas e ficas só enervado com a situação toda.

Mas mais uma vez, o feitiço virou-se contra o feiticeiro e fui influenciada a ver The Walking Dead. Custou-me realmente ver a primeira temporada mas a partir do momento em que me comecei a afeiçoar a algumas personagens (maldita a hora), foram cinco temporadas de uma vez. Depressa percebi que não era nada do que eu pensava – que, ok, ia ser um World War Z menos… mau – mas que não se ia cingir ao simples facto de matar os pedantes mortos-vivos só porque não queriam ficar sem um braço.

É uma série que fala acima de tudo sobre sobrevivência e que se foca muito na evolução das personagens – basicamente mostra como passar de uma pessoa assustada para um badass *emoji do braço musculado*! Eu passo a vida recomendar a série porque não quero que as pessoas tenham a mesma opinião do que eu para sempre. Sim, vou admitir que há episódios em que só me apetece desligar o que está a acontecer e passar para o próximo, mas no fim acaba por valer a pena – especialmente com o novo vilão que acredito que toda a gente na Internet já o conheça.

3 – How To Get Away With Murder

Esta série devia vir com o aviso de “não façam isto em casa” e claramente, representa mesmo bem o chamado “efeito bola de neve”.

A história desenvolve-se à volta de Annalise Keating, casada com Sam Keating, advogada de defesa criminal e professora de Direito. Mas também ficamos a conhecer a história de cinco alunos que ela escolheu para trabalhar consigo: Wes Gibbins, Connor Walsh, Michaela Pratt, Laurel Castillo e Asher Millstone. Todos diferentes uns dos outros, acabam por ter uma coisa em comum: vêem-se todos numa situação da qual não se podem livrar contando a verdade – um homícidio. Mas não são os únicos a ficar envolvidos: também Annalise e os seus empregados e braços direitos, Bonnie e Frank, ajudam-nos a sairem impunes de um homícidio com muita história por trás… não se sabe bem é até quando mas têm de ver para descobrirem.

Acho que o que me cativa mais a ver esta série e a adorar, é ver a Viola Davis a ter uma representação breathtaking e ver o que a personagem dela é capaz de fazer para proteger os seus alunos que nem sempre são as pessoas mais supportive. Para além disto, conseguem fazer muito bem a passagem para os throwbacks, o que, noutras séries, acaba por ficar uma trapalhada e confuso.

4 – Sherlock

Primeiro, adoro a personagem do Sherlock e a relação que ele tem com o Doctor Watson. Segundo, adoro o Benedict Cumberbatch e o Morgan Freeman que dão vida a estas personagens e acho que eles têm imensa “química”, seja nesta série, seja quando eles fizeram juntos o The Hobbit. Por isso, claro que esta série tinha de estar no meu top.

Óbvio que pareço uma burra a olhar para um palácio quando o Sherlock começa com as deduções tão características dele, deduções que às vezes ele retira de um bocado de pó. Uma pessoa fica mesmo “What?”. Às vezes dou por mim a pensar que tipo deduções é que esta personagem retirava se olhasse para mim e rio-me apenas.

Se calhar não é uma série que seja muito fácil de ver para muitas pessoas, mas eu acho que vale totalmente a pena porque é interessante ver como ele soluciona os crimes de uma maneira tão inteligente como só ele consegue fazer. Para além disto, são aventuras que já existem desde 1887 em livros e que já teve tantas representações até aos dias de hoje.

5- This is Us

Pessoalmente, sou uma pessoa que gosta muito de séries com as quais me posso identificar. Mas se não for assim, que sejam o mais próximas à realidade possível. Com isto não quero dizer que rejeito outro tipo de séries, come on, é só olharem para a minha lista para perceberem o que estou a dizer.

Mas This is Us foi uma série que me conquistou pela sua simplicidade. Apenas contando a história de um casal que se mete na aventura de ter três filhos (Randall, Kate e Kevin) e perceber como é que eles lidam com o crescimento deles – especialmente com a adolescência – e como é que os The Big Three lidam com as situações agora que são adultos, torna a série muito fácil de ver e cria uma ligação emocional com os espectadores.

Não tem muito que se lhe diga, mas é mesmo interessante a série.  Mandy MooreMilo Ventimiglia, que já me tinham conquistado em A Walk to Remember e em Heroes, respectivamente, têm química e representam muito bem um casal com os seus altos e baixos, como é na vida real, que não é tudo um mar de rosas. Estão confirmadas as temporadas 2 e 3 por isso, vão mais do que a tempo para começarem a ver se tiverem curiosidade!

O meu top chega ao fim mas claro que há outras séries que mereciam muito ser mencionadas mas eu acho que são tão boas que nem é preciso deixar-vos curiosos em relação a elas!

As séries que me ocupam as horas livres – Parte 1

E agora vocês perguntam: Porquê parte 1? Ora, eu não sou aquela pessoa que vê poucas séries… ao mesmo tempo. Confesso que já perdi a conta às séries que estou a ver neste momento ou que ainda quero ver.

Neste post vou deixar aqui algumas – 5/10 – das minhas séries preferidas (mesmo que não estejam todas no ar agora) mas prometo que não vou ficar por aqui!

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1 – Game of Thrones

Apesar de ainda conhecer muitas pessoas que não vêem GOT (HOW?!), é uma série que não passa despercebida. Comecei a ver quando já ia para a 3ª temporada e desde então que devoro todos os episódios e tento perceber a história dos personagens e a ligação entre eles (se forem pesquisar, percebem que é um mundo gigante). Não fui daquelas pessoas que leu os livros e depois viu a série, mas sim o oposto. É claro que não consigo fugir às pessoas que já leram e que me bombardeiam spoilers inocentes como se estivessem a fazer tiro ao alvo.

As minhas personagens preferidas são a Daenerys Targaryen (e os dragões, claro), o Tyrion Lannister e a Cersei Lannister. Juro que se matam estes três personagens… eu revolto-me!

Acho, e de certeza que não é só a minha opinião, que é uma série muito bem feita a nível visual – seja em efeitos, caracterização, etc – como a nível de banda sonora (especialmente o genérico…. TAN TAN TANANANTAN [adoro cantar isto]) mas a minha parte favorita no meio disto tudo é como a narrativa tem o poder de nos prender. Acho que não houve nenhum episódio de Game of Thrones até onde eu não tivesse chorado, rido e que ficasse super chocada. Como tal, recomendo a todos que vejam e fiquem no mesmo estado emocional que eu!

2 – The Big Bang Theory

Não foi uma série que eu tivesse muita curiosidade em ver mas tenho duas amigas minhas que me incentivaram muito para isso acontecer e eu… fui na conversa.
Confesso que não percebo metade das piadas científicas que as personagens dizem durante os episódios mas lá me vou rindo da minha ignorância.

Não consigo ter favoritos aqui. Adoro o Sheldon e como ele consegue ser esquisito (e não maluco! a mãe dele testou-o) à sua maneira e como é tão inocente em alguns assuntos, adoro o Leonard que é super inseguro mas tem um coração mole, acredito que tenho um bocado da loucura da Penny, admiro a amizade que há entre o Raj e o Howard e sem dúvida que fico entusiasmada com a inteligência da Bernadette e da Amy que, apesar de terem vindo parar mais tarde à vida destes meninos, mostraram que vieram para ficar!

Já lá vão 10 temporadas e isto numa série é bastante complicado porque corre o risco de se tornar aborrecido por ter temporadas em excesso mas TBBT não desilude e por mim, podiam vir muitas mais!

3 – Young & Hungry

Recomendaram-me esta série e tudo o que tiver 20 minutos e que eu possa ver numa pausa de estudo, bring it on! Fiquei agradavelmente surpreendida, acho que nunca me ri tantas vezes de situações parvas como nesta série.

Todo o ambiente é super divertido: a Gabi é a chef de Josh que é um jovem milionário e acabam por se relacionar depois de um evento correr mal e tudo o que vem depois disso no que toca a estes dois é uma montanha russa. Para além disto é fácil identificar-nos com eles. Gabi conta com a ajuda da sua melhor amiga Sofia (é tão funny quando ela diz o nome todo) para se livrar das situações embaraçosas em que se mete e juntamente com Elliot e Yolanda, “faz a festa” em casa de Josh!

PS: A Emily Osment (Gabi) enganou-me bem. Pensei que ia correr muito mal depois de a ter visto pela última vez em Hannah Montana mas o facto de ela ser extrovertida e expressiva meteu mesmo a cereja no topo do bolo!

4 – The Originals

Well, agora é aquela parte em que me perguntam o que raios faz uma série de vampiros aqui no meio. Eu já pensei assim e depois de ver o Crepúsculo achava que séries como The Vampire Diaries ou The Originals eram uma fantochada gigante (ainda por cima elas estão ligadas uma à outra).  Mas depois de uma enorme pressão e de muitas conversas em que fiquei à toa (obrigada, J!), decidi começar a ver e… wow!

The Originals conta a história dos primeiros vampiros de todos – os Originals – mais conhecidos como a família Mikaelson. Passa-se em Nova Orleans, cidade que foi construída com a ajuda deles, e foca-se especialmente em Klaus, na lobisomem que ele engravidou, Hayley Marshall, e no que a família Mikaelson está disposta a fazer para proteger a criança, especialmente Elijah e Rebekah enquanto tentam recuperar o poder do vampiro outrora protegido por eles, Marcel.

O mote deles é “Always and Forever” e mesmo com a arrogância tão natural deles devido a tudo o que já passaram, estes vampiros não me sugaram o sangue mas conquistaram o meu coração (lamechas). Eu cá não os vejo como meros vampiros mas teriam que ver a série para perceber o que digo. Preparem-se para ficarem com raiva e “medo” do Klaus mas depressa vão mudar de ideias.

And guess what? Recentemente, anunciaram que vai haver uma season 5 por isso ainda vão mais do que a tempo para verem!

5- The Flash

Ele é o “the fastest man alive” – faz-me mesmo confusão tentar traduzir isto –  e cada vez mais tenho a certeza de que se eu tivesse um super poder era a velocidade! Barry Allen faz-nos querer esmurrá-lo quando se arma em parvo mas também nos faz querer abraçá-lo quando nos mostra o quão leal é e o que é capaz de fazer pelas pessoas que ama!

O mais fascinante desta série é mesmo ver como é que a Team Flash consegue sair das situações usando a eletricidade que corre no corpo de Barry e a ciência. Há quem não goste deste tipo de série sobre super heróis, ficção científica, blá blá blá, mas acho que se derem uma oportunidade, são capazes de ficar viciados!

Eu já me revoltei muito mas também já chorei baba e ranho. Incrivelmente, também já adorei vilões nesta série. Então quando há crossovers com Arrow, Supergirl e Legends of Tomorrow, fica tudo ainda mais brutal (mesmo que às vezes a história seja super rídicula mas é tão bom ver todos juntos). E querem saber o melhor? São tudo séries ligadas ao universo da DC! #nerd

 

Não tenciono influenciar ninguém mas acredito que estas cinco séries são capazes de vos colar ao ecrã mas, como devem calcular, não tenho apenas estas no meu top (desculpem, é mesmo difícil escolher só algumas…). Mas acredito que vou receber comentários a contar a vossa opinião e que séries é que vêem porque estou sempre a precisar de novas séries para me ocuparem o tempo!

(brevemente, parte 2!)

 

13 Reasons Why: Um must-see arrepiante

Entre as pausas do meu estudo, aproveito sempre para pôr uma série em dia. Hoje foi a vez de acabar de ver 13 Reasons Why, tendo em conta que já andava a molengar e já tinha amigos meus a dizer para eu acabar de ver.

Acho que ainda não consegui tirar o nó que se formou na minha garganta depois de ver o último episódio.

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Para quem ainda não viu a série ou está à espera de um empurrão: força. Mas atenção, é uma série poderosa. Não no sentido literal, mas de uma maneira em que retrata alguns assuntos sensíveis, que se calhar são tabu para muitas pessoas e que, provavelmente, não são temas falados como se deveria. Mas a verdade é que são coisas que acontecem na realidade – o bullying, a violência sexual, o suícidio… e não só. 

Inspirada no livro Thirteen Reasons Why de Jay Asher (2007) e realizada por Selena Gomez, a série conta-nos a história de uma rapariga, Hannah Baker (Katherine Langford), aluna no liceu Liberty High School, que comete suicído e deixa 13 cassetes, gravadas por ela, com os motivos pelos quais fez isso. A série inicia-se com Clay Jensen (Dylan Minnette) a receber a caixa com as cassetes e a perceber que muita coisa em relação a Hannah lhe passou ao lado. Mas o que ele ainda não sabia era que havia muita história para trás, nomeadamente, que havia em cada cassete um responsável pelo sucedido e as atitudes que essa pessoa teve que afectou a vida de Hannah.

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“Espero que estejam prontos, porque vou contar-vos a história da minha vida. Mais especificamente, o porquê de ter acabado. E, se estás a ouvir isto, és uma das razões.”

  • Para quem ainda não viu, a próxima parte contém spoilers.

Tal como no livro, a narrativa divide-se entre Hannah a contar a sua história através das cassetes e Clay a tentar perceber o que aconteceu mas existem algumas diferenças, sendo uma das principais a maneira como ela cometeu suícidio – por overdose e não com os pulsos cortados.

A personagem de Clay, sem dúvida, domina a série, conseguindo captar o espectador de uma maneira que conseguimos sentir a angústia dele ao ouvir toda a verdade sobre a rapariga que amava. Já Hannah representa uma rapariga com que facilmente nos conseguimos identificar e perceber os medos e a dor dela e especialmente, os motivos dela.

Mas a meio da série é dificil perceber quem sofre mais: Se Hannah Baker com tudo o que lhe fizeram, se Clay que mesmo estando inocente, sofre por todos os males e sente-se culpado por não a ter conseguido impedir.

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Para mim, cada cassete fica melhor do que a anterior. Não vou estar a falar do que pensei à medida que ia vendo os episódios porque acho que ia sair um post com muita revolta mas sinto que acabei por ficar ao longo da temporada submersa na história, algumas vezes surpreendida, outras vezes chocada, com pena… foi um misto de emoções. E mais uma vez, a banda sonora ajudou muito na parte emocional da narrativa.

Para quem viu o último episódio, sabe que muita coisa ficou em aberto. O que é que vai acontecer a Bryce? A Jessica sempre contou ao pai o que lhe aconteceu? Para onde é que Justin vai? O que é que o Tyler vai fazer com aquelas armas todas? O Alex vai sobreviver? O que é que o Mr. Porter vai fazer com as cassetes? A Courtney vai finalmente assumir-se? A Sheri vai ser acusada de homícidio involuntário? O que é que os pais de Hannah vão fazer com os ficheiros áudio que Tony lhes deu? A quem é que Hannah deu o segundo set de cassetes?

A Netflix ouviu as nossas interrogações – a segunda temporada foi confirmada e sairá em 2018.

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Antes de acabar este post, quero ainda dizer que tanto o Dylan como a Katherine estão fantásticos nas suas interpretações, mas é impossível não falar nos actores que representam ao lado deles e que estão igualmente de parabéns: Brandon Flynn (Justin), Alisha Boe (Jessica), Miles Heizer (Alex), Devin Druid (Tyler), Ajiona Alexus (Sheri), Michele Selene Ang (Courtney),  Steven Silver (Marcus), Ross Butler (Zach),  Tommy Dorfman (Ryan), Justin Prentice (Bryce) and Christian Navarro (Tony).

Rating: 9/10