Wonder Woman: Mais do que uma princesa, uma guerreira

“I will fight, for those who can not fight for themselves.” – Diana Prince

Já lá vão alguns dias desde a estreia de Wonder Woman e já andava ansiosa para ir ver este filme e finalmente, consegui!! Os fãs do universo da DC esperaram demasiado tempo para que o filme desta super heroína saísse, mas sempre com algum receio, especialmente depois do pouco êxito de Supergirl, Catwoman e Elektra, por isso, ver este filme era quase obrigatório para saber se as expectativas eram finalmente correspondidas! E que bem arriscado que foi!

Antes de mais, tenho de dizer que a Gal Gadot foi a escolha perfeita porque, para além de ser LINDA, tem aquele toque fearless que é algo que caracteriza a WW também.

Passando ao que interessa (vou super tentar que isto não tenha spoilers mas não posso prometer nada. Mas posso dizer que não vou revelar o filme todo para evitar isso mesmo)!

O filme começa com uma pequena ligação à primeira aparição de WW em Batman vs Superman, ao ser entregue a Diana uma mala vinda por parte de Bruce Wayne com a fotografia original da Wonder Woman com quatro homens e com um pedido para que ela um dia lhe conte a sua história. A partir daí, tudo é um throwback.

Somos então puxados para a infância de Diana na ilha de Themyscira, onde vivem apenas as Amazonas, guerreiras criadas pelos deuses do Monte Olimpo para proteger a humanidade da corrupção de Ares, o Deus da Guerra e filho de Zeus. Mas para ser possível matá-lo, Zeus deixou uma “Matadora de Deuses” (Godkiller) que Diana acredita que é uma espada que a sua mãe, Hippolyta, lhe mostrou. De realçar também que nesta ilha não existem homens nenhuns.

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Diana sempre teve um espírito guerreiro e desde muito nova que quis treinar para saber combater quando a guerra vier. Mas a sua mãe não deixava e, por isso, treinava às escondidas com a sua tia, Antiope, até que juntas, convenceram Hippolyta. Mas Diana tinha que ser treinada para ser melhor do que todos, porque ela não era uma Amazona qualquer. E não, não era por ser uma princesa.

Mas tudo realmente começou quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se despenha na ilha delas (que estava protegida com um feitiço para ninguém a encontrar) e traz um exército alemão atrás dele que o queria matar porque afinal de contas, ele era um espião. Diana foi quem o ajudou a sair da água e ficou surpreendida porque nunca tinha visto um homem e aposto que ele nunca tinha visto uma mulher tão bonita como ela! Depois de Steve contar às Amazonas qual era a sua missão para conseguir travar a guerra, Diana depressa se apercebe que isto só pode ser obra de Ares e oferece-se de imediato para ir, apesar da mãe dela a proibir. Mesmo assim, pega na espada (supostamente a GodKiller), num escudo, numa armadura e num cordão dourado (Lasso of Truth) às escondidas e mostra ao piloto como sair da ilha. E eis que chegam a Londres.

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Diana, dá muito nas vistas, como é óbvio. O que diriam se tivessem nas primeiras décadas do século XIX, tudo super tapado até às orelhas e conservador, no meio de uma guerra, e vos aparecesse uma mulher lindíssima, com um traje que mostra as pernas todas, acompanhada de uma espada e de um escudo? Especialmente na época em que o filme se passa, em que o sexismo é uma constante – chega ao ponto de Diana entrar numa sala cheia de ministros (todos eles homens) e eles ficam indignados, perguntando-se o que raios está ali uma mulher a fazer. Em relação à espada e ao escudo, provavelmente só achavam que ela era maluca.

Diana, que não entendia nada do que se estava ali a passar, porque nunca tinha estado em contacto com a Humanidade e com o que ela trouxe com o passar dos anos, teve de tentar conter-se mesmo que às vezes se revoltasse com o que estava a acontecer e ninguém entendesse patavina do que ela estava a querer dizer quando falava de Ares.

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E eis que ela se depara no meio da Primeira Guerra Mundial, e com a sua bondade, ao querer ajudar as pessoas, aventura-se mesmo no meio da batalha, na sua bela fatiota, e faz o que nenhum homem tinha conseguido num ano – chegar ao lado onde os alemães estavam. No meio disto tudo, o que aconteceu foi basicamente isto:

 

É, no mínimo, impressionante como uma mulher dá uma coça a tanta gente! A Wonder Woman tem poderes espectaculares e nem ela percebe bem nesta altura a dimensão deles, apesar de já termos tido um sneak peek em Batman vs Superman, do que ela consegue fazer.

Tendo em conta que a Wonder Woman é talvez das personagens mais poderosas da DC, foi óptimo finalmente terem conseguido levar este filme avante, especialmente com a Justice League a chegar em Novembro. E de certa forma, mostra bem a história da Diana e os valores pelos quais ela luta como o amor e a justiça, esses que foram a base da sua criação e, especialmente no final do filme, que são realmente a base da sua futura missão.

E o bom do filme é que tem um pouco de tudo: tem a introdução, mas também nos surpreende com a acção, mesmo que saibamos que vai ser previsível o desfecho ou que saibamos quem é o vilão já muito antes de ele se revelar, é sempre maravilhoso ver a WW a lutar com toda a garra, não só pelo seu amor por Steve Trevor mas ainda mais pela crença que ela tem na Humanidade. Melhor do que a ver a lutar, é vê-la a fazer isso ao som de Wonder Woman’s Wrath. Ai, como eu adoro este instrumental!!! Dá aquela pica para a acção e já o associamos logo a esta heroína!

Mas sinto que, especialmente para quem não conhece muito sobre esta heroína, faltou um bocado explorarem que tipo de poderes é que ela tem, ou pelo menos perceber ainda melhor a dimensão deles, ou até mesmo como é que ela lida com eles. De certa forma, podia não fazer sentido explicitarem os poderes dela já visto que nem ela percebia ainda bem na altura quais eram mas tenho receio de que não o farão nos próximos filmes. Digo isto porque acho mesmo que os poderes dela são espectaculares e merecem, sem dúvida, mais destaque quando se fala na Wonder Woman. E, por favor, não façam com que os filmes de super heróis caiam demasiado em cliché. Sim, eles lutam por causas como a paz, a justiça e talvez o amor, mas não vamos exagerar. É um filme, lá está, de super heróis, queremos ver acção (com bons efeitos, de preferência) mas “realista” dentro da ficção!

Quero deixar também uma nota sobre Patty Jenkins que conseguiu retratar bem as dúvidas e conflitos da própria personagem, um obrigada a Zack Snyder (boa aparição nas trincheiras!) e parabéns a Rupert Gregson-Williams pela banda sonora!

Quanto a vocês, recomendo que vão ver o mais rápido possível porque este ano promete!

Wonder Woman (2017)
Direção:
 Patty Jenkins
Argumento: Alan Heinberg e Zack Snyder
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen,  Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Saïd Taghmaoui, Ewen Bremner, Eugene Brave Rock, Lucy Davis, Elena Anaya, Lilly Aspell
Duração: 141 min
Rating: 8/10

Curiosidades sobre Wonder Woman:
– 
A mãe dela esculpiu-a em barro e Zeus deu-lhe vida.
– Ela já conseguiu levantar o Mjolnir de Thor. Em 1996, num crossover entre a Dc e a Marvel, Thor perde o martelo em combate e Wonder Woman encontra-o e é digna de o levantar mas para não ficar com uma vantagem injusta, ela opta por não usar o martelo e perde a batalha contra Storm.
– As suas braceletes foram feitas dos restos do escudo de Zeus e como tal, são inquebráveis.
– Faz parte da Justice League, sendo uma das fundadoras.